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nem por um pouco procuro
a árvore acesa o punhal aberto
a solidão em seus rios sensuais

nem por um pouco acho
árvores acesas punhais abertos
e solitários rios sensuais

nem por acaso acho
a árvore parda, pássaros acesos
da solidão em seus rios sensuais

nem acredito no acaso, acho
a paixão parda, pássaros abertos
a solidão por meus rios sensuais

às vezes pela manhã preferia que fosse
pelo meio da tarde e
pelo menos
respondia-te com letras

outras vezes pela tarde queria
que fosse
manhã outras

vezes a noite, tantas vezes
noites de pele e pedir mais
essas vezes

e outras as manhãs
das noites que são as tuas noites
e outras as noites que me são manhãs
somos um desencontro às vezes de horários

jjc (a foto também)