A constelação ascendente silenciando
desde o copo de cerveja a TV ao fundo ou
de como os teus cabelos dão vontade
de acariciar. É o inicio da tarde
no alentejo onde bebo, só bebo
no alentejo, único lugar do tédio.
A réstia lírica dos meus versos
o pequeno espaço onde a tinta se dilui
o pequeno espaço que retenho das
imensidões. Não percebo, não consigo
perceber porque vivem tão sós as pessoas
nestas paragens, tantas andanças
por cumprir, tantos caminhos vazios.
Os teus cabelos partem contigo
e eu fico para mais uma cerveja, o copo
vazio cumprido como missão única
e possível. Se há mistérios
ou não são dados a estes olhos
ou são só a falta de magia, o spleen o imenso spleen do Alentejo. Leia o resto deste artigo »


